9-02-1999. Análise ACRESCENTADA da semana de 1 a 7 de Fevereiro de 1999 do Serviço Analítico-informativo da REDE BASCA VERMELHA
EUSKAL HERRIA FALA E AGE: CRIA A SUA PRIMERI INSTITUIÇOM NACIONAL DOS TEMPOS MODERNOS (RESUSCITANDO AS DO ANTIGO ESTADO NAVARRO). O sucesso da magna assembleia de eleitos bascos na capital de Euskal Herria. Os três partidos abertzales fam frente no Parlamento de Gasteiz à espúria ingerência do tribunal franquista espanhol nos direitos dos deputados bascos. Crescente alarme espanhol ante a evidência da maioria absoluta nacionalista basca política, sindical e social. Ao Governo espanhol do PP vai-lhe bem a sua política antibasca: os espanhóis votam-no mais e, alienados pola sua propaganda, acreditam mais as suas mentiras.
Foi por acaso. Mas o facto é que os eleitos bascos dos seis territórios (Araba, Bizkaia, Gipuzkoa, Lapurdi, Nafarroa e Zuberoa) que assistírom no Sábado 6 de Fevereiro de 1999 à magna assembleia celebrada na capital de Euskal Herria, Iruñea-Pamplona, somárom exactamente seiscentos e sessenta e seis. Nem mais nem menos: 666. O número da besta nas lendas alucinatórias e alienantes que a seita cristá tem inoculado nas mentes de centos de milhares de infelizes durante séculos. E decerto os ""plumífero""s espanhóis nom desaproveitárom a oportunidade de titularem os artigos com a cabalística cifra: "Seiscentos e sessenta e seis".
Como dixo o genocida quando ETA ajudou o seu almirante a ganhar o recorde de ser o primeiro marinho espanhol que fijo umha descolagem em vertical, mesmo antes de que a armada espanhola comprasse os Harriest británicos, NOM HÁ MAL QUE POR BEM NOM VENHA. E nom vem mal que a soma de presenças de eleitos bascos em Pamplona tenha sido seiscentos e sessenta e seis. Porque assim ficou mais clarinho que para os espanhóis a vontade livremente exprimida dos bascos é A SUA BESTA.
O realmente importante, o realmente histórico da reuniom de 6 de Fevereiro de 1999 é o que sobressaía na capa de GARA de Domingo 7:
"A PRIMEIRA INSTITUIÇOM NACIONAL DE EUSKAL HERRIA NASCEU ONTEM EM IRUÑEA. Um total de seiscentos e sessenta e seis presidentes de cámaras e vereadores comprometêrom-se a impulsarem a construçom e vertebraçom nacional".
Mágoa que os redactores de GARA cometêrom um olvido pouco justificável na redacçom desse cabeçalho. Porque o que dizia o cabeçalho era verdade mas nom era toda a verdade. Porque ao cabeçalho restavam três palavras (DO SÉCULO XX) detrás de Euskal Herria. E lembrar no texto que Euskal Herria tivo durante mais de sete séculos instituiçons nacionais: As do Estado navarro. Mágoa. GARA perdeu umha excelente ocasiom para lembrar que, se em euskara se di EUSKAL HERRIA, em espanhol se di ESTADO NAVARRO o nome desta naçom. O nome da naçom que agrupa um dos poucos povos indígenas que restam na Europa. Até a sua invasom revesgada e traidora por Espanha o Estado navarro foi a precoce institucionalizaçom estatal da vida dos bascos. E a NAVARRA MARÍTIMA, que incluía parte da costa cántabra e agrupava os bascos biscainhos, os bascos de Araba, os bascos guipuscoanos, os bascos navarros de ambas as vertentes do pireneu e outros bascos de Iparralde, é esse Estado soberano e independente que os bascos tivemos e que ignorantes jornalistas espanhóis julgam ou mentem que nunca existiu.
Mas nom quero ser rigoroso de mais com GARA. Um descuido tem-no qualquer e nom é demasiado importante sempre que os seus redactores nom teimem nele. Suponho que ficará ainda dinheiro do capital para comprar alguns exemplares da 3ª ediçom do livro LA NAVARRA MARÍTIMA de Tomás Urzainqui e Jan Mª Olaizola, editora Pamiela, Pamplona. E para que os redactores de GARA se inteirem da história de Euskal Herria.
O realmente importante é a carga formidável de ilusom e de esperança que electrizava os representantes dos douscentos e catorze grupos municipais que detenhem a Presidência de algumha Cámara Municipal basca (deles 172 presidentes: 6 de Iparralde, 27 de Nafarroa Garaia, 16 de Araba, 76 de Bizkaia e 55 de Gipuzkoa) e os outros vereadores que subiam a representaçom de Concelhos a 302 de Euskal Herria (15 de Iparralde, 87 de Nafarroa Garaia, 25 de Araba, 96 de Bizkaia e 79 de Gipuzkoa). Os meios de comunicaçom espanhóis mentírom dizendo que estavam convocados todos os vereadores e nom como foi na realidade um representante por cada grupo municipal. Com essa mentira tentárom inutilmente rebaixar a importáncia do acto.
A importáncia dessa assembleia está no que acertadamente intitulava GARA: Em que constituiu a primeira instituiçom nacional de Euskal Herria da era moderna. E que essa constituiçom se fijo livre e soberanamente sem consultar nem pedir licença nem olhar para Paris nem para Madrid, ignorando os dous Estados opressores. Aí é que dói aos "plumíferos" espanhóis subornados com os fundos de répteis do Ministério de Mayor Goebbels. Em que os bascos nacionalistas olhárom uns para os outros aos olhos e nesse espelho é que vírom que som maioria e decidírom usar essa maioria para tomar a soberania com as maos. E se Espanha se atreve, que mande a Brunete.
Há quem, como Cándido no ABC da Terça-feira 9, deixam constáncia do calibre do fenómeno político espoletado polos bascos no Sábado na capital de euskalherria. Cándido avisa que: "os nacionalistas de Estelha pugérom em andamento umha das mais poderosas turbinas da história da Espanha, a paixom municipal".
Há quem, como Isabel San Sebastián no ABC da Segunda-feira 8, publicam um artigo intitulado "NOM QUEREM PAZ, MAS VITÓRIA". Artigo impregnado de inconfundível pesimismo onde avança a premuniçom de umha série ininterrompida de vitórias das forças nacionalistas bascas, ao final da qual enxerga a euskaldunizaçom forçosa e acelerada de toda a sociedade e a limpeza étinica. Significativo sobretudo é o último parágrafo em que demonstra que os espanhóis pensam e usam os prisioneiros políticos bascos como reféns com os quais fazer chantagem aos bascos.
Mas a manifestaçom mais clara da desorientaçom e o delírio provocados nos espanhóis pola celebraçom da Assembleia de Eleitos Bascos é sem qualquer dúvida a actuaçom do Presidente da Junta de Estremadura Juan Carlos Rodríguez Ibarra na Segunda-feira 8 em Madrid. Pediu a Aznar que aclare quem é que financia ETA, reclamou ao Banco Bilbau Biscaia (BBV) que diga se está ou nom a favor da secessom do País Basco da Espanha e ao governo e ao seu próprio partido convocou-nos a atingirem um acordo para impedirem que essa comunidade poda algum dia incorporar-se à Uniom Europeia. Propujo mudar a lei eleitoral para que os votos dos nacionalistas bascos e cataláns lhes proporcionem menos deputados.
Opinou que a entrevista da Terça-feira 9 entre José Maria Aznar e José Borrell era umha boa ocasiom para despejarem, ao menos, duas questons fulcrais: "os assuntos de interesse nacional que som intransferíveis às comunidades", com o fim de que "o nacionalismo tenha claro até onde é que pode chegar", e o compromisso de que nengumha comunidade autónoma "poderá fazer parte da EU, porque Espanha poria o veto".
"Assim", explicou, "se o País Basco inicia um processo de segregaçom que o leve a estar na Europa (como país independente), que saiba que terá que se aliar com Hasán (rei de Marrocos), porque nom poderá estar na EU".
Aliás, o presidente estremenho abordou dous aspectos pouco analisados do processo de paz: as finanças de ETZ e a posiçom dos grandes grupos económioos bascos perante o futuro deste território. Sobre o primeiro destes assuntos, perguntou a si próprio donde obtém ETA o financiamento necessário para manter as famílias de mais de 500 liberados da organizaçom. "Eu calculo", precisou, "que necessitam uns 5.000 milhons de pesetas anuais, e nom creio que os obtenham extorsionando 40 ou 50 empresários". "Eu acho", continuou, "que Aznar sim sabe, e o su ministro do Interior e o senhor Garzón. Nom descobriram o financiamento de ETA? Pois se o descobriram, que no-lo contem. Ou porventura será que o Governo também tem cessar-fogo?".
A seguir dixo que acha em falta "algumhas vozes no País Basco que falem destes temas, vozes que nom fam nem um só pronunciamento ante a Assembleia de Municípios Bascos". "Gostaria, por exemplo", assinalou, "que algumha entidde financeira radicada no País Basco figesse algumha declaraçom. Se os espanhóis temos a suspeita de que o País Basco pode um dia separar-se da Espanha, se calhar alguns que tenhem o seu dinheiro nesse banco (referia-se ao BBV), tenhem a tentaçom de o levantarem e metê-lo na Caja de Extremadura, de Andalucía ou de Madrid. Nom falam, nom se preocupam Nom o crem?", perguntou finalmente.
Nom creio que estas declaraçons precisem de nengumha glosa. Elas sozinhas louvam-se e mostram a nu o nível de delírio a que o problema basco conduz altos cargos espanhóis.
A dignidade basca fai frente à ingerência intolerável da franquista Audiência Nacional quando se repete a tortura aos bascos e se revelam dados do encanalhamento das forças policiais espanholas.
A assembleia foi precedida por um acto de dignidade dos nacionalistas bascos. PNB, EA e HB deixárom muito claro na Quinta-feira 4 no Parlamento de Gasteiz e dos seus deputados bascos. Essa Audiência Nacional que é a mal disfarçada sobrevivência do bestial e infame Tribunal de Ordem Pública fascista de Franco, essa Audiência Nacional onde abundam os canalhas médicos forenses que silenciam o sinistro trabalho dos torturadores e na qual muitos canalhas juízes amparam os torturadores ao nom persegui-los quando som denunciados, esse tribunal infame que condena a penas monstruosas acusados sem mais provas que a autodenúncia que lhes foi arrancada com torturas... Esse infame tribunal ousou atropelar os direitos e a vontade dos bascos. PNB, EA e EH deixárom claro na Quinta o seu rejeitamento a essa conduta.
O conflito que na Quinta-feira enfrentou os grupos parlamentares nacionalistas bascos com a ingerência da Audiência Nacional produziu-se numha semana em que os factos, os brutais factos da tortura aos bascos, voltárom mais umha vez a demonstrar a maldita continuidade das práticas repressivas espanholas contra os bascos. Continuidade que soma neste ano a bárbara quantidade de 63 anos. Porque há 63 anos que os militares espanhóis fascistas entrárom a ferro e fogo por Euskalherria e começárom a assassinar e torturar bascos. E hoje continuam a fazê-lo sem que tenha mudado nada. O mesmo dia que os cinco jovens detidos ao começo da semana em Tolosa davam umha conferência de imprensa na casa de cultura de Tolosa em que porta-vozes de Gestoras pró-Amnistia relatavam a experiência vivida por esses jovens desde a madrugada da Terça 2. Pancadas, ameaças, brutais maus tratos, pressons psicoloógicas, racismo (o pai de um deles tem nacionalidade marroquina e usárom a ameaça de expulsá-lo). Familiares e amigos dos detidos que viajárom a Madrid verificárom que "aqui nom mudou nada". Explicárom que depois do visto na Audiência Nacional com "a atitude provocativa e as ameaças dos polícias que nos rodeárom para identificar-nos, por um lado e quando os advogados saem e nos dim como os jovens fôrom torturados, por outro, é muito duro comprovarmos QUE TUDO CONTINUA IGUAL QUE HÁ VINTE ANOS".
Na Terça 9 de Fevereiro de 1999 que se revisa esta análise antes de emiti-lo EL MUNDO publica um significativo artigo do ultra liberal Federico Jiménez Losantos Intitula-se "DINHEIRO E TERROR" e di respeito à notícia publicada polo próprio jornal EL MUNDO segundo a qual os expertos judiciais cifrárom em mais de 300 milhons de pesetas os que o General Galindo e os seus subordinados Dorado e Bayo ingressárom nos seus patrimónios sem poderem justificar a procedência.
Jiménez Losantos di ao respeito que: "Que Galindo e companhia ingressassem à margem das sua nóminas 300 milhons, 300 quilos em gíria coloquial, demonstra que na cúpula do Ministério do Interior tinha um negócio que nom tinha nada a ver com o negociado da luita contra o crime".
É evidentemente umha forma mais que suave de contar as cousas. O assunto é que durante anos e anos o jornal guarda das essências da Espanha (o ABC) dedicou capas ao General da Guarda Civil Rodríguez Galindo. Capas que o louvavam como herói da Espanha, como o Guarda Civil mais condecorado, como espelho e exemplo de militares espanhóis, como mostra do mais esplêndido imitável da raça hispana. O problema é que General Galindo, tantas vezes proclamado herói da luita anti-ETA, está processado por seqüestrador, torturados, malversador de fundos públicos. E está formalmente acusado perante os tribunais como narcotraficante, contrabandista, prevaricador e proxeneta. Foi no quadro de aquele processo (o chamado "Lasa-Zabala") que os expertos colocárom o relatório dos mais de 300 milhons acumulados sem justificaçom. Jiménez Losantos escreve sobre este assunto dos milhons o seguinte parágrafo final do seu artigo:
"Nom concebo maior miséria moral do que a de cobrar um soldo do Estado para evitar ou limitar o medo da gente a morrer assassinada e, porém, exercer de extorsionadores paralelos vendendo aos aterrorizados cidadaos que pagam com os seus impostos a maquinaria da Segurança do Estado umha mesma mercadoria duas vezes, com fraude polo meio. Assim soaria o atraco: somos profissionais da segurança, pagos por ti próprio para dar-cha nem nome do Estado, mas já che advertimos que esse pagamento foi em vao e que o Estado é incapaz de proteger-te; ora, se che resta dinheiro, podemos tentar proteger a tua vida, a dos teus e até o teu negócio. Tudo em negro, é claro. A isso chamam alguns luita antiterrorista. Para mim é o mais baixo extremo de alta traiçom".
Para um espanhol pode ser alta traiçom. Para qualquer basco ou basca é apenas umha mostra da natureza e o jaez do Exército invasor espanhol.
As rendíveis, para o Governo do PP, mentiraas espanholas sobre Euskal Herria
Um problema que temos os bascos é que ao Governo fascista do PP lhe vai bem na Espanha com a sua política antibasca. O inquérito do jornal El País mostra que os alienados espanhóis cada vez votam mais nele. E esse mesmo inquérito mostra que a maquinaria de alienaçom de Mayor Goebbels funciona. E que a maioria dos espanhóis acreditam as mentiras antibascas do seu governo. Mente o Governo mas mentem também a esgalha os jornalistas espanhóis, a bateria completa de meios de comunicaçom espanhóis: televisons, rádios, jornais, revistas,... Nom teríamos espaço nem com o duplo do que costumam ocupara estas análises para vincar as mentiras e falsificaçons acumuladas polos espanhóis nestes dias mas citarei alguns exemplos que salientam pola sua desvergonha e descaramento.
Em EL MUNDO há um furioso espanhol permanentemente encolerizado contra Euskal Herria que se disfarça com o pseudónimo de ERASMO e publica diariamente umhas linhas. Na Segunda 8 de Fevereiro essas poucas linhas bastárom-lhe para mentir quanto guijo sobre a magna assembleia de eleitos bascos. Escreveu que "reunidos com eles próprios chegam de todos os confins, menos de Araba, de Gasteiz e de Donosti".
Mentiu. Houvo em Iruñea representantes dos seguintes concelhos de Araba: Agurain, Aiara, Amurrio, Añana-Gesaltza, Aramaio, Argantzun , Artziniega, Asparrena, arrundia, Dulntzi, Eskuernaga, Gazteiz, Iruraiz-Guana, Kanpetzu, Lapuebla de barka, Laudio, Legutio, Oion, Okondo, Trebiño, Urkabustainz, Zalduondo, Zigoitia, Zuia. Concretamente de Gazteiz assistírom oito vereadores do EAJ-PNB e um de HB. De donostia assistírom um representante de cada um dos grupos municipais do EAJ-PNB, EA, HB.
Na Sexta-feira 5 de Fervereiro de 1999 EL PAÍS e EL MUNDO envilecêrom-se com umha das mais toscas e inconsistentes falsificaçons da realidade que nonca se tenham perpetrado por jornais que pretendem ser sérios. EL PAÍS intitulava "Empresários navarros recebem cartas de chantagem assinadas por ETA e Jarrai". EL MUNDO nom o dizia no cabeçalho mas sim no texto, que principiava dizendo: "empresários da Comunidade Foral de Navarra estám a receber durante os últimos dias cartas assinadas conjuntamente por ETA e a organizaçom Jarrai, em que se lhes reclama o pagamento do imposto revolucionário".
A "notícia" é falsa de toda falsidade. "Quando as televisons espanholas a comunicárom nos telediários, ilustrando-a com umha reproduçom da carta, as bascas e os bascos percebemos qual era o pretexto dessa falsificaçom. As cartas pareciam assinadas com o carimbo de ETA e com o emblema de ETA. Acontece que esse emblema consta do desenho e do machado e a serpente, das siglas de ETA sobre esse desenho e da palavra-de-ordem "BIETAN JARRAI" debaixo do desenho. BIETAN JARRAI" quer dizer: continuar das duas maneiras. Só a ignaros espanhóis e a desconhecedores do euskara é possível COAR-LHES A PALAVRA JARRAI da palavra-de-ordem como se fosse a assinatura da organizaçom juvenil basca JARRAI. Mas os redactores especializdos em Euskal Herria de jornais da catadura de EL PAÍS e EL MUNDO simplesmente nom é possível que confundam a palavra-de-ordem com a assinatura. Mas as rádios e as televisons espanholas gastárom horas e horas de emissom na difusom dessa falsificaçom. É assim como se fai fabricando nas suas mentes a definiçom falsa da realidade basca que tomam ao pé da letra como se fosse a verdade revelada no Deus em que acreditam.
Na Terça 2 de Fevereiro em EL PAÍS Miguel Angel Aguilar subiu a um dos cumes da infámia e a indignidade com um artigo intitulado "OS NACIONAIS" em que simplesmente negava a verdade histórica estabelecida da brutal investida franquista contra Euskal Herria e os centos de milhares de bascos repressaliados desde o primeiro franquismo até a véspera da morte do genocida. Miguel Ángel Aguilar emulou a mentira franquista de que fôrom os bascos os que destruírom Gernika. Miguel Ángel Aguilar ignora e fai troça da doloras realidade dos milhares e milhares de navarros nacionalistas bascos, comunistas, anarquistas e socialistas assassinados nas primerias semanas da rebeliom fascista de 1936. E, suprema injúria, utiliza a realidade dos milhares de navarros alistados nas filas rebeldes sob ameaça de morte para fasificar os factos. Desde o primeiro momento recolhemos na web de basque red net os dados que quantificam a especial vesánia e o especial encarniçamento dos exércitos fascistas espanhóis contra os bascos em 1936.
O terrível é que as mentiras funcionam. Que os espanhóis acreditam. O inquérito publicado polo jornal EL PAÍS este fim de semana passado demonstra que os espanhóis acreditárom as mentiras que sobre o cessar-fogo de ETA e os factos posteriores lhes contam o Governo e os meios de comunicaçom de massas que ele controla. E assim som maioria absoluta dos espanhóis quem acreditam que a atitude do Governo espanhol perante este cessa-fogo está a ser adequada, prudente, conciliadora, e que está a contribuir para avançarmos para umha soluçom e negam que esteja a seu muito intransigente.
Nom só isso. Ao Governo do PP as suas mentiras vam-lhe muito bem. Os alienados espanhóis tenhem intençom de votar nele mais cada vez. E o torturador Ministro do Interior continua a ser campeom nas preferências e afectos dos espanhóis. E a vantagem do PP sobre o PSOE cresce e cresce.
Cumpre reconhecermos os factos. Cumpre defrontarmos a realidade, padecemos a opressom de umha formaçom social doente, degenerada e encanalhada por 63 anos de regime fascista e da sua prolongaçom disfarçada. O problema é que as massas espanholas, passadas por esse horrível rolo de 63 anos de fascismo e corrupçom, estám envilecidas e encanalhadas. A formaçom social espanhola é hoje umha das mais infelizmente deformadas e bloqueadas. Por exemplo um estudo realizado pola Universidade de Málaga acaba de comprovar que mais da metade dos universitários do último ano som incapazes de ultrapassarem com sucesso um exame de 3 e 4 de secundária como os que realizam rapazes e raparigas de 15 e 16 anos.
Por exemplo um inquérito realizado em Maio de 1998pola Universidade Complutense encontrou que dous de cada cinco jovens madrilenos entre 13 e 19 anos som racistas eurocêntricos. Contestárom que SIM à pergunta: Achas que a raça branca foi a mais desenvolvida, culta e superior? E 10% longo votaria num partido político como o de Le Pen de França que se propugesse expulsar de Espanha os imigrantes marroquinos e os pretos africanos. Esses jovens madrilenos de 13 a 19 anos som anónimos, 56% nom tenhem confiança em nengumha instituiçom.
Nessa Espanha esmigalhada e culturalmente desvertebrada, em que os gatunos e defraudadores com sucesso som os modelos reais dos jovens, admite-se com tranquilidade e sem maiores resistências o funcionamento impune de uns novos negreiros, de uns novos tratantes de escravos. Só um de cada mil contratos de empresas de trabalho temporal em 1998 foi indefinido. Fôrom quase dous milhons de contratos, multiplicando por cinco os de 1995. Som contratos de mínima duraçom. 89% durárom menos de um mês e 49 % menos de 5 dias. E nem o Governo nem os sindicatos nem os partidos espanhóis nem a opiniom pública espanhola fai qualquer cousa contra esta brutal exploraçom.
Como também nom se move de verdade um dedo ante os mais de mil mortos ao ano polo terrorismo patronal. Até Novembro de 1998 produzírom-se 690.000 acidentes laborais, dos que 990 fôrom mortais. Em Euskal Herria tivemos no ano passado em Hegoalde 70.000 acidentados e 147 mortos.
É inútil que acumule aqui mais e mais traços da desgraçada situaçom das massas espanholas. Situaçom que repercute nos bascos porque é essa situaçom a que torna possível que suportem o Governo fascista que padecem e, por isso, a que torna possível que esse Governo se assanhe connosco.
Dixem antes que a maquinaria de alienaçom de Mayor Goebbels funciona e que a maioria dos espanhóis acreditam as mentiras antibascas do seu Governo. É um mau dado. Para o que o melhor antídoto é o que a maioria basca está já a aplicar:
Caminhar para a nossa soberania falando e agindo como se Madrid e Paris nom existissem.
Justo de la Cueva
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